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Por que a solidão tem atingido tanto os jovens de hoje

Por que a solidão tem atingido tanto os jovens de hoje

Um estudo recente da empresa americana de saúde Cigna mostrou que os jovens adultos de 18 a 22 anos são a geração mais solitária de americanos, mais desconectados e isolados até que os idosos nos Estados Unidos.

A rotina com ocupações em excesso visando excelência acadêmica e construção de um currículo competitivo para o mercado de trabalho (que está cada vez mais concorrido) tem mudado a experiência do jovem universitário ao redor do mundo. A faculdade, que já foi uma época voltada para experimentações e descobertas, tem se tornado cada vez mais uma fase restrita ao foco no futuro profissional.

Cabe lembrar que a solidão não é apenas um estado de espírito ruim, à longo prazo ela também prejudica a saúde de quem se sente assim e pode se desenvolver para problemas de saúde físicos e psicológicos ainda mais sérios.

Não é a tecnologia

A resposta não está nos smartphones — pelo menos não tanto quanto pensamos. O estudo da Cigna não encontrou uma correlação entre uso de mídias sociais e solidão. Não há dúvida de que essas redes amplificam os sentimentos de insegurança e o medo de ser excluído. Mas impingir a elas a culpa exclusiva disso simplifica um problema complexo e desvia a atenção de outras forças culturais que estão minando o bem-estar dos jovens.

A culpa no ócio

Já mencionamos a importância que o ócio tem na saúde humana. Mas por que não ir para a academia ou ligar para um amigo? Os estudantes dizem que “todo mundo está trabalhando mais duro do que eu” e “não posso parar”, crenças errôneas alimentadas por um sentimento de inadequação pessoal que alimenta seu isolamento. “Não posso descansar”, reclamam muitos alunos. “Sinto que estou fazendo algo de errado se não estou fazendo nada” é um pensamento recorrente.

Estar sobrecarregado e constantemente ocupado são as novas linhas de base. Qualquer coisa menos, para muitos jovens, é ser preguiçoso. A ocupação constante cobra seu preço não só na qualidade das relações, mas também nas habilidades que os jovens adultos precisam para forjá-las. Habilidades sociais são como músculos: elas têm que ser flexionadas repetidamente. A capacidade de fazer amigos se atrofia se não for usada.

Questão familiar

A falta de comunicação com os pais piora a situação. Muitos pais afirmam não pressionarem os filhos e não darem tanta importância assim para o sucesso acadêmico, mas muitos filhos não os percebem dessa maneira. Há um comportamento passivo-agressivo por parte dos pais ou falta diálogo entre eles e os filhos para que essa parte seja esclarecida e não seja mais um peso na vida do jovem. Cabe a todos nós uma resolução para que esse problema não se alastre ou se intensifique.

Fonte:
O Globo

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