Ir para o conteúdo principal

Blog


Educação financeira também é assunto de criança

Educação financeira também é assunto de criança

Educação financeira é uma área de interesse de adultos, mas o seu aprendizado já pode ser iniciado ainda na infância, para facilitar as coisas durante a adolescência. Especialistas indicam que o momento certo para começar a tratar sobre esse assunto é na primeira vez que a criança pede aos pais para comprarem alguma coisa. Isso costuma acontecer entre dois e três anos de idade, quando os pequenos começam a entender que os pais precisam ir a determinados lugares para adquirir coisas, que elas não surgem sozinhas.

Esse tópico pode ser delicado a depender da dinâmica familiar por fatores como: quem controla as finanças da casa, quem autoriza as compras de objetos menos úteis, etc. Impor limites em crianças e ajudá-las a desenvolverem sua própria consciência não é uma tarefa fácil, mas separamos aqui algumas dicas para ajudar:

  1. Quando as crianças ainda são pequenas, na faixa dos três anos, os pais podem começar a explicar que existem coisas que compramos porque precisamos e outras porque queremos. Apresentar essas duas possibilidades chama a atenção dos pequenos para a existência de uma diferença entre as razões para adquirir algo.

  2. Ao levar o filho a um supermercado, por exemplo, deixá-lo ouvir comentários como “a bolacha está mais cara” ou o “leite está mais barato” pode ajudar.  A princípio ele pode não entender, mas vai começar a prestar atenção nas coisas não custarem sempre o mesmo valor e que não é porque algo foi comprado uma vez que será comprado em toda oportunidade.

  3. Categorias como “caro ou barato” e “necessário ou opcional” podem ser de difícil assimilação até para adultos, então quanto antes a criança tiver contato com esses conceitos, mais tempo ela terá para aprender e colocá-los em prática.

  4. Apresente as moedas e explique como notas de baixo valor acumuladas resultam em bastante dinheiro: pequenos, porém muitos, gastos desnecessários geram um grande prejuízo ao final no mês.

  5. A mesada pode ser aplicada a partir dos 11 anos e o valor deve ser discutido entre os pais. O ideal é que a quantia contemple apenas gastos razoáveis, sem excesso, para que a criança aprenda a se organizar com a quantia de dinheiro extra (pois as coisas realmente necessárias os pais já providenciam).

  6. Evite utilizar a mesada como instrumento de premiação por boas notas, para fomentar status perante os coleguinhas, e muito menos como castigo, quando os pais decidem punir a criança suspendendo o pagamento. Não é saudável que as boas práticas da vida de uma criança fiquem imediatamente atreladas ao ganho de dinheiro.

  7. Após a criança adquirir alguma prática com a mesada, pode ser incentivada a criação de uma poupança (em instituição financeira ou em algum cofre em casa) para que ela comece a praticar investimentos a longo prazo.

  8. Aconselhamento dos pais é sempre bem-vindo, mas caso seu filho não siga suas dicas sobre a melhor maneira de gastar a mesada, fique tranquilo. O importante é não complementar o valor caso ele extrapole nos gastos porque não se planejou, pois é preciso entender as consequências dos próprios atos.

Conheça aqui os projetos de educação financeira para jovens e crianças do Banco Central.

Fontes:
Agência Brasil
Banco Central

Comentários