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Dia da mulher: Empresas com mulheres na liderança lucram mais, mas ainda são poucas

Dia da mulher: Empresas com mulheres na liderança lucram mais, mas ainda são poucas

O estudo “Delivering Through Diversity” (“Entregando através da diversidade”), conduzido pela consultoria McKinsey & Company, teve seus resultados lançados recentemente sob a seguinte conclusão: ter mulheres em cargo de liderança aumenta em 21% as chances de a empresa atingir um desempenho financeiro acima da média. O levantamento também aborda outros aspectos além do gênero, como diversidade étnico-cultural, geracional e diferentes propostas de inclusão e diversidade – que demonstraram ser sempre positivos nos resultados das empresas.

Apesar dos claros avanços da presença feminina no mercado de trabalho – hoje elas chefiam 40% dos lares no Brasil, de acordo com censo do IBGE em 2015 –, problemas como diferença salarial e ausência de mulheres em cargos mais altos são observados no país e mundo afora e até desconto salarial estimado em 7% por filho foi constatado pela Universidade da Pensilvânia. No Brasil, mulheres recebem cerca de 70% do salário masculino e ocupam apenas 10% dos cargos no topo das empresas – no funcionalismo público a proporção é semelhante.

Porém, engana-se quem acredita que as pautas de inclusão e igualdade têm apenas apelo social: análise do McKinsey Global Institute apontou, com base em dados de 95 países, que seriam adicionados 28 trilhões de dólares à economia global até 2025 se todos os países atingissem a plena igualdade entre homens e mulheres. Isso representaria um acréscimo ao PIB global quase equivalente às economias dos Estados Unidos e da China juntas.

Há cada vez mais estudos e análises indicando que a disparidade entre homens e mulheres no mercado de trabalho (que é acentuada nos níveis mais altos do mercado) é algo a ser superado não apenas em razão do viés social, mas também pelo econômico. A valorização da mulher é importante para o desenvolvimento da economia de diversas maneiras e esse desafio deve ser levado a sério por todos nós não apenas em 8 de março, mas durante o ano todo.

Fontes:
InfoMoney
O Globo
McKinsey and Company
Revista Época

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