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Deu tudo errado? Que bom!

Deu tudo errado? Que bom!

Uma das palavras da moda nos últimos tempos é “resiliência”. O conceito, originalmente da física, se refere à capacidade que alguns materiais têm de retornar à sua forma original após terem sido submetidos a uma deformação. Nas conversas e palestras motivacionais de todo o tipo, resiliência passou a ser usada como sinônimo de perseverança, tenacidade. Muito do enfoque é na parte do “sobreviver” a algo e pouco é falado sobre “voltar à forma original”.

Não que alguém possa ignorar completamente alguma experiência, seja ela boa ou ruim, pois é assim que aprendemos, ficamos tristes, somos felizes, criamos traumas, etc. Porém, seguindo o conceito original de resiliência, o ideal não é apenas suportar adversidades: é preciso chegar “inteiro” ao final delas. Aguentar situações insuportáveis sem nenhum propósito não é ser resiliente, é teimosia.

Boa ideia, má execução

Um bom exemplo de resiliência é o caso de Annie Mouhapt, fundadora da famosa marca inovadora e sustentável Mohop Shoes. Annie era arquiteta e começou a produzir alguns sapatos manualmente por hobby, com uma proposta de apelo personalizado e ecológico. E sua primeira tentativa foi incrível, vendeu todos os pares numa feira de artesanato em seu bairro. Nos dias seguintes, porém, Annie foi bombardeada por e-mails e ligações de clientes insatisfeitos com a qualidade do seu produto, que se fazia em pedaços já nos primeiros usos.

A virada

Chegou aí um ponto importante: Annie poderia desistir desse sonho e voltar a focar na arquitetura como sempre fez, ou voltar a investir na fabricação de sapatos – mas, dessa vez, aprendendo com os erros e fazendo melhor. O motivo pelo qual falamos dela hoje é porque ela escolheu a segunda opção. Perceba: ela poderia ter largado o sonho após todo o trabalho de produzir manualmente vários sapatos sozinha ter dado errado ou poderia ter seguido fazendo a mesma coisa cegamente só porque a ideia original era boa. Mas Annie sentiu o baque, aprendeu com as críticas, melhorou e cresceu. Foi assim que ela virou uma empresária de sucesso que, com menos de 10 anos após aqueles terríveis feedbacks iniciais, é referência no mundo inteiro.

Para empreendedores ou trabalhadores com emprego estável, o que fica é o incentivo para aprender com as críticas, que sempre existirão e podem ser ótimas para apontar melhorias necessárias. Superar obstáculos não por insistência, mas aprendendo e crescendo com eles é o foco.

Fontes:
Catho
Pequenas Empresas e Grandes Negócios

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