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A perna é curta, mas é rápida

A perna é curta, mas é rápida

Um estudo publicado recentemente no jornal científico Science indica que notícias falsas se propagam mais rápido do que as verdadeiras: além de terem 70% de chances de serem compartilhadas, se espalham seis vezes mais rápido do que as notícias reais. O objeto de estudo foi a rede social Twitter, mas qualquer usuário médio de outras redes e meios de comunicação online consegue perceber que o problema é geral.

A eficiência não é à toa: as notícias falsas costumam ter algum aspecto crível (como pegar um fato e exagerar, aumentando cifras e envolvendo outras pessoas) e mexem com temas controversos ou que gerem tristeza e raiva no receptor. No momento da indignação, as pessoas costumam repassar a informação sem checá-la e assim segue o processo. Notícias falsas sempre existiram, mas com o amplo acesso à internet veio o lado negativo de qualquer pessoa poder ter voz o suficiente para alcançar o mundo inteiro: as chamadas “fake news”.

Fake news

O termo em inglês é recente, mas designa o já muito conhecido boato. Não há comprovação alguma do que foi dito, apenas foi colocado na rede e espalhado. O problema gera efeitos ainda mais nefastos quando a notícia falsa é replicada por pessoas famosas ou que possuem alguma credibilidade, dando um tom oficial que o boato, por definição, não tem como possuir.

As empresas de tecnologia têm se desdobrado para buscar alternativas que impeçam essa propagação de mentiras na internet, mas não é tarefa simples lidar com esse contingente. Checar as fontes, verificar se há alguma confirmação de veículos conhecidos/confiáveis, observar a data dos fatos narrados e utilizar sites como o boatos.org são maneiras de fazer sua parte contra essa maré de inverdades. E é sempre pertinente o conselho: na dúvida sobre a veracidade, não repasse.

Fontes:
Revista Superinteressante
Site IG

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