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A hora é agora

A hora é agora

Que trabalhamos (literal e figurativamente) hoje para a construção do nosso futuro todos sabemos. Muitos de nós são movidos por um descontentamento no presente, e em certa parte é ótimo que exista algo que force as pessoas a saírem da zona de conforto e buscar algo mais. Mas perdidos nessa busca pelo futuro e aborrecidos com o presente, pode surgir aí um saudosismo, especialmente de um passado não vivido, mas sobre o qual se ouve falar.

Tão prejudicial para o futuro profissional quanto apostar todas as suas fichas de dedicação e felicidade apenas no seu emprego é se apegar a uma ideia de passado perfeito que, ainda que tivesse existido, não volta mais. Alguns estudos em diversos países já apontaram essa tendência ao saudosismo em épocas de descontentamento individual e coletivo, mesmo em países que nunca estiveram tão bem em toda sua história.

Sabemos que a ampliação do acesso a informação por meio da tecnologia nos deixou cientes de situações que há muito ignorávamos – por escolha ou por de fato não sabermos sobre elas. Mas tem sido cada vez mais difícil se manter alheio ao que acontece mundo afora, e também já se sabe que notícias ruins se espalham melhor e mais rapidamente do que notícias boas.

E como isso tudo pode se refletir na sua concepção de carreira e futuro profissional? Bom, a projeção de um futuro utópico somada à saudade de um passado irreal resultam em uma frustração horrível com o presente, tornando-o terra infrutífera para bons planos. Como dito, o futuro é algo a ser lapidado e o passado sempre fará parte de nós, mas é preciso moderação ao colocá-los lado a lado com o presente, essa construção tão mutável, transitória. Otimismo e saudade podem proporcionar coisas incríveis se nutridos numa quantidade saudável. Foco no agora e pés firmes no chão!

Fontes:
Estadão
Revista Exame

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